A área de transferência padrão tem uma limitação: guarda só um item por vez. Copiou algo novo? O anterior foi pro espaço. O Clippy resolve isso de um jeito simples e elegante.

O problema que quase todo mundo já teve

Se você trabalha com programação, escrita técnica ou qualquer coisa que envolva copiar e colar muita coisa ao longo do dia, já passou por isso: copiou um bloco de código, foi buscar outra informação, copiou de novo — e perdeu o primeiro. Aí começa a dança de abrir aba, copiar, colar, abrir aba, copiar, colar...

Um gerenciador de área de transferência resolve exatamente isso. Em vez de guardar só o último item, ele mantém um histórico com tudo que você copiou. Simples assim.

O que é o Clippy?

O Clippy é uma dessas ferramentas que ficam em segundo plano, fazendo o trabalho sem aparecer. Escrito em Rust e TypeScript, ele monitora silenciosamente o que você copia e salva tudo num banco de dados local. Nada vai pra nuvem, nada sai do seu computador — os dados ficam só com você.

Por ser feito em Rust, o consumo de memória é baixo e o desempenho não decepciona. Funciona no Linux, Windows e macOS.

O que ele faz na prática

Histórico com busca rápida

Copiou um link duas horas atrás e precisa dele agora? É só abrir o painel do Clippy e pesquisar. Funciona como uma busca textual simples — sem complicação.

Cola texto puro sem aquela sujeira de formatação

Quem nunca copiou um texto de algum site e colou junto aquela bagunça de fontes, cores e espaçamentos estranhos? O Clippy tem uma opção pra colar só o texto puro, sem trazer formatação nenhuma. Acaba com a necessidade de passar pelo bloco de notas como intermediário.

Atalhos de teclado

Dá pra configurar atalhos globais (tipo Alt + Espaço) e colar os itens mais recentes do histórico com combinações como Ctrl + 1, Ctrl + 2 e por aí vai. Mão no teclado, produtividade no máximo.

Suporte a imagens com OCR

Além de texto, o Clippy guarda imagens e capturas de tela com miniaturas. O recurso mais interessante aqui é o OCR: ele consegue extrair automaticamente o texto de imagens copiadas, em mais de 100 idiomas — o que torna até imagens pesquisáveis no histórico.

Favoritos e múltiplos formatos

Dá pra marcar itens como favoritos pra não perdê-los no histórico. O suporte vai além de texto simples: HTML, RTF, caminhos de arquivo e códigos de cor em HEX também ficam guardados certinho.

Tela do Clippy

Como instalar no Linux

O Clippy tem bastante opção de instalação — escolha a que faz mais sentido pra sua distro:

Flatpak (recomendado · universal)

flatpak install flathub io.github._0_don.clippy

Snap (Ubuntu, Debian, Fedora...)

sudo snap install clippy-clipboard

AppImage (portátil, sem instalação)

chmod +x clippy-*.AppImage
./clippy-*.AppImage

Pacotes .deb e .rpm também estão disponíveis na página de releases do GitHub para quem prefere instalar direto pelo gerenciador de pacotes da distro.

O Flatpak é a opção mais prática se você usa Linux Mint, Pop!_OS ou qualquer distro que já tenha o suporte configurado — instala e atualiza junto com o sistema, sem dor de cabeça.

Você pode verificar as versões disponíveis na página de releases do repositório oficial: https://github.com/0-don/clippy/releases

Vale a pena usar?

Se você copia e cola muita coisa no dia a dia — e quem trabalha com Linux provavelmente copia bastante — sim, faz diferença. Não é aquele tipo de ferramenta que você vai instalar e usar toda hora de forma consciente. A ideia é justamente o contrário: ela fica em segundo plano e aparece quando você precisa resgatar algo que copiou antes.

Experimenta por uma semana. É bem provável que você não consiga mais trabalhar sem ela depois.